Quinta-feira, 12 de Maio de 2005

"Escola da Noite" volta o Cine-Teatro Caracas

No dia 21 de Maio a companhia Coimbrã "Escola da Noite", traz a Oliveira de Azeméis, mais concretamente ao Cine-Teatro Caracas, a peça "Dois perdidos numa noite suja". As entradas terão um custo de 2.50 euros.

Escrito e apresentado pela primeira vez em 1966 num bar de São Paulo,
este espectáculo marca a estreia de Plínio Marcos como profissional.
Inspirado num conto de Alberto Moravia (“O terror de roma”), é
extraordinariamente bem acolhido pela crítica, o que motiva a sua
transferência para o Teatro Arena e, no ano seguinte, a sua remontagem
no Rio de Janeiro.
Num quarto de pensão, dois homens dialogam sobre as duras condições em
que sobrevivem, num clima de aspereza, tensão e desespero crescentes que
culmina na agressão física. Nas palavras do crítico Alberto D’Aversa,
“há no conflito entre Dois Perdidos uma evolução crítica sobre a
dissolução das classes (…) uma linguagem emocionante, despojada,
termostática nas graduações da temperatura social e dramática, em que a
palavra sobe e desce para determinar as situações humanas, levadas de
limite em limite até ao extremo fatal e inexorável de uma realidade que
condena. Impiedoso. Cruel. Anti-romântico”.

A extraordinária riqueza da moderna dramaturgia brasileira exerce desde
sempre uma grande atracção sobre A Escola da Noite, constituindo uma das
nossas principais linhas de trabalho.
Paralelamente ao reportório, onde incluímos já A serpente, de Nelson
Rodrigues (estreado em 1998), tivemos oportunidade de organizar ou de
colaborar em diversas iniciativas neste âmbito, quer no campo da
formação, quer no acolhimento de grupos e espectáculos brasileiros no
nosso espaço, como o Grupo Tapa, de São Paulo, que em 2000 apresentou,
no Pátio da Inquisição, Navalha na carne, A serpente e Corpo a corpo, de
Oduvaldo Viana Filho.
Surgiu agora a oportunidade de trabalhar um dos mais marcantes textos de
Plínio Marcos, aquele que assinala o início da carreira profissional de
um autor incontornável entre a vasta dramaturgia brasileira da segunda
metade do século XX.
Depois de Farsa de Inês Pereira (1994), Bonhard (1994), Jacques e o seu
amo (1999), Além as estrelas são a nossa casa (2000) e Almocreves e
outras cousas… (2003), Sílvia Brito assina agora a sua sexta encenação.
O elenco é composto por dois actores – Carlos Marques e Ricardo Correia
– que começaram n’A Escola da Noite o seu percurso profissional. Para
além dos espectáculos integrados no projecto Vicente n’A Escola,
participaram ainda em O Horácio, de Heiner Müller, Além do infinito, de
Abel Neves, e O cerejal, de Anton Tchekhov.


Ficha artística
Encenação: Sílvia Brito
Espaço cénico: António Jorge
Figurinos: Ana Rosa Assunção
Luz: Rui Simão
Elenco: Carlos Marques e Ricardo Correia.





publicado por Carlos Mota às 22:38

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